*Por Felipe Canuso
No artigo sobre Lean Construction falamos sobre como a metodologia de ‘construção enxuta’, com processos e operações padronizados, oferece agilidade e eficiência muito superior se comparado aos métodos construtivos tradicionais. Mas é possível obter ainda mais vantagens ao aliar este conceito a novas tecnologias e chegar a um padrão de industrialização da obra.
A construção industrializada transforma o canteiro de obras em uma linha de montagem, com sequência racional, semelhante ao que ocorre em outras indústrias, como a automobilística. Para isso, baseia-se em métodos como o Lean Construction e na digitalização de projetos e da sua gestão, além de estruturas e componentes pré-fabricados (que chegam ao canteiro prontos para serem montados).
Pensada para atender a construção desde a concepção do projeto até o pós-obra, a industrialização da obra resulta em benefícios como:
- Melhor controle e escala de produção;
- Redução de custos;
- Maior produtividade;
- Menor prazo para execução;
- Redução da demanda por mão de obra;
- Aumento na qualidade final do empreendimento;
- Facilidades de manutenção.
Obter estas melhorias é o que almejam praticamente todas as construtoras brasileiras. Afinal, em uma realidade marcada por desperdícios, retrabalhos e falta de controle, construir mais em menor tempo, com custos previsíveis e sem comprometer a qualidade, ainda é um grande desafio.
Conheça formas de chegar a bons padrões de industrialização da obra implementando modelagem e gerenciamento de projetos por meio de plataformas digitais e aplicando soluções pré-fabricadas em seus empreendimentos.
O que considerar para chegar à industrialização da obra
BIM
O BIM (Building Information Modeling) é a grande ferramenta de transformação da jornada construtiva. Isso porque, utiliza o Lean Construction para conectar as etapas de Design, Supply e Assembly (Projeto, Suprimentos e Montagem, respectivamente).
A base das plataformas BIM é a modelagem de projetos em 3D, que dá uma visualização tridimensional de vários aspectos do projeto e a compatibilização precisa e integrada dos aspectos arquitetônico, civil, elétrico, hidráulico/sanitário, segurança/bombeiros etc. Isso permite identificar interferências com antecedência, evitando falhas e retrabalho na execução.
Mas pela reunião e digitalização de todos os dados pertinentes do projeto em um único repositório, o BIM possibilita a chamada interoperabilidade. Pode-se extrair informações precisas para outros processos construtivos, como a orçamentação, a compra de insumos, a gestão de processos (logística de atividades, serviços e fluxo de materiais) e a pré-fabricação de estrututas, peças e componentes de acordo com as especificidades do projeto. Estes são os conhecidos usos do BIM: 4D (cronograma e planejamento), 5D (quantitativos e orçamento), 6D (sustentabilidade) e 7D (manutenção).
Por isso, podemos dizer que o BIM é a chave-mestra da industrialização da obra. É ele que conecta e dá eficiência à construção de ponta a ponta.
Gestão do canteiro
Como falamos, a execução da obra também é facilitada pelo BIM. Com os dados gerados do projeto pode definir processos estruturados e automatizados, que permitem que as atividades no canteiro se tornem uma linha de montagem, com sequência precisa, previsível e controlada, bem de acordo com o que propõe o Lean Construction.
A gestão do dia a dia da obra ainda pode ser feita em tempo real, usando um aplicativo mobile, que repassa aos responsáveis as etapas a serem realizadas e também permite o registro de informações do andamento da execução. Assim, é possível manter a ordem das tarefas, o cronograma e evitar retrabalhos.
A construção integrada entre BIM e gerenciamento do canteiro, como a proporcionada pela Ambar Plataformas (Design e Gestão), pode garantir precisão acima dos 90% na execução dos processos, em aspectos como custos, cronograma e qualidade. A Ambar oferece esta solução, que conecta toda a cadeia da construção de uma obra, reduzindo significativamente as ineficiências do setor. A ferramenta, chamada Ambar Eva
Soluções pré-fabricadas
Transferir o trabalho do canteiro de obras para fabricantes externos traz menor desperdício e maior controle no consumo de materiais, energia e insumos. Por isso, as soluções pré-fabricadas, como as da Ambar Polar, são ideais. A prática consiste em montar estruturas (concreto, perfis de aço, madeira, etc.) ou componentes de uma instalação (elétrica ou hidráulica, por exemplo) em uma fábrica externa, e transportar conjuntos completos ou subconjuntos para o local de construção. Se difere do processo convencional por evitar que a montagem seja realizada no canteiro de obras.
Melhor ainda se cada estrutura e componente for produzido especificamente para aquele projeto, sem que seja preciso fazer recortes e ajustes. Isso é possível também pelo BIM, que gera uma biblioteca de peças com as dimensões corretas, que é usada pela fábrica como modelo. Assim, tudo é padronizado e racionalizado, diminuindo inclusive a incidência de mão de obra. Veja neste outro artigo algumas aplicações práticas.
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