Gestão de dados na área de suprimentos: como os dados podem te ajudar a trabalhar com o mercado volátil?
Por Filipe Medeiros – Ambar
Quem mora no Brasil e viveu nos anos oitenta (80) e começo dos anos noventa (90), conhece bem os impactos da inflação no mercado de preços. Nos últimos vinte (20) anos, o Brasil conseguiu controlar melhor a inflação, mas isso ainda é um tema que amedronta parte da população. Além disso, o poder de compra nem sempre cresce junto com a inflação e, com isso, a sensação de que os preços dos insumos estão aumentando é ainda maior.
Quem atua na área de compras e suprimentos precisa lidar com a variação de preços dos insumos. Muitas vezes, essa variação está atrelada ao preço de commodities, mudanças cambiais, taxas de importação, escassez de recursos, dentre outros. No caso da construção civil não é diferente. Qualquer mudança no preço de commodities, por exemplo, impacta na relação orçado versus comprado de uma obra. Os itens como aço, cimento, derivados de polímeros, cobre e outros mudam frequentemente de preço ao longo do ano.
Com a pandemia da COVID-19, o mercado de preços da construção civil ficou ainda mais volátil. Na produção de insumos, destacam-se os seguintes motivos:
- Redução de carga horária dos funcionários;
- Dificuldades de importação de matéria prima – cobre, por exemplo (commodities); e
- Desvalorização do real em relação às moedas estrangeiras.
Este problema não está compreendido apenas entre indústrias, como também entre distribuidores e revendedores. Quanto mais afastados do sudeste do Brasil, maior a chance da falta de estoque. Além disso, restrições de alguns estados e municípios com relação à pandemia também podem afetar a distribuição dos insumos.
No entanto, apesar da cadeia de suprimentos estar sofrendo com a capacidade de produção e distribuição, o mercado da construção civil vem se mantendo aquecido, com obras em funcionamento e taxas de juros na sua baixa histórica. Neste momento, a lei básica da economia – Lei da Oferta e Demanda – entra em ação.
Quando a demanda se mantém constante e a oferta diminui, a consequência é a falta de produtos no mercado e o aumento do preço dos insumos. Para ter uma noção maior deste impacto, separei 3 insumos bem conhecidos da construção – cimento CP II e CP IV, vergalhão de aço 6,3 mm e cabo de cobre flexível – e o impacto da variação dos preços no período de 12 meses, de fevereiro de 2020 até março de 2021, conforme indicado nos gráficos 1 – 3.
Gráfico 1 – Histograma de preços – Cimento CP II e CP IV (Saco de 50 kg): Alta de 31,58% no período analisado de 12 meses.
Gráfico 2 – Histograma de preços – Vergalhão de Aço 6,3 mm (Kg): Alta de 142,71% no período analisado de 12 meses.
Gráfico 3 – Histograma de preços – Cabo de Cobre Flexível 2,5 mm² (rolo de 100 metros): Alta de 92,73% no período analisado de 12 meses.
Portanto, mais do que nunca, você precisa gerenciar muito bem suas compras! As construtoras que tiverem bons contratos com fornecedores, estoque e fluxo de caixa conseguirão se adaptar melhor. Mas as que tiverem um bom planejamento de compras, gestão de suprimentos e gestão de dados conseguirão se destacar ainda mais no mercado.
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